quarta-feira, 20 de julho de 2011

Por que estudar música?

Por que estudar música?

Pesquisas comparativas feitas em áreas cognitivas, motoras, de saúde e percepção são conclusivas quanto às vantagens dos que estudam música.
Celso Brescia Leal
Em todo o mundo muito se tem pesquisado e escrito sobre os benefícios de estudar música. Hoje este tema é abordado em diversos campos da ciência como na medicina, psicologia e pedagogia. A literatura sobre o assunto é extensa, numerosos artigos, textos e livros têm sido editados; eles trazem algum aprofundamento teórico e estão apoiados em pesquisas comparativas. As comparações são realizadas com dois grupos distintos, sendo um composto por estudantes de música e outro por não estudantes de música. Pesquisas feitas em áreas cognitivas, motoras, de saúde e percepção são conclusivas quanto às vantagens dos que estudam música.
Talvez o mais importante de se estudar música seja a diversão, a socialização e o prazer de fazer música, porém, enquanto nos divertimos desenvolvemos certas habilidades e competências que são úteis em diversos outros departamentos de nossas vidas. A lista de benefícios para quem faz música é bem grande e inclui melhorias em:
  • Processos da linguagem;
  • Inteligência espacial;
  • Criatividade;
  • Paciência;
  • Lógica;
  • Precisão física e mental;
  • Maior identificação com outras culturas, portanto maior tolerância;
  • Performance nas matérias do currículo regular (em todas as matérias);
  • Comportamento das crianças em salas de aula;
  • Concentração;
  • Disciplina;
  • O estudo de música ajuda a enfrentar desafios e assumir riscos;
  • O estudo de música ajuda no desenvolvimento emocional;
  • Tocar instrumentos fortalece e melhora a coordenação motora;
  • Na saúde: a música cura ajudando a combater o mal de Alzheimer, a reduzir os sentimentos de ansiedade, solidão e depressão, a diminuir o estresse; além de reforçar o sistema imunológico, ajuda a evitar osteoporose, etc;
  • Relacionamento interpessoal pela convivência em grupo.
O estudo de música é generoso pois nos traz saúde, física e mental, nos diverte, não impõe idade ou físico padrão, nos ensina a sermos mais tolerantes conosco e conseqüentemente com os outros, nos ensina a superar obstáculos de forma prazerosa e traz a interação ao invés da competição (um alívio para nossas vidas que enfrentam competição no trânsito, nos esportes, na vida profissional, na ditadura do “físico perfeito”, etc.).
Qualquer pessoa em qualquer idade pode estudar música, musicalizando-se e aprendendo a tocar um instrumento. Tocamos para os outros e em comunhão com quem ouve. Esta integração tocar/ouvir é uma integração de emoções, poética e sensível, onde todos se beneficiam.
Quando tocamos com nossos amigos em uma banda e cada um tem de fazer o melhor de si para que a meta seja alcançada, esta integração também está presente.
Além disso, quem estuda música torna-se um ouvinte mais qualificado, amplia seu prazer na escuta e seus critérios estéticos musicais.
Acredito que uma sociedade onde o estudo de música esteja presente, pode ser melhor em termos humanos, de qualidade de vida, mais criativa, tolerante e alegre.

Grupos Musicais

Orquesta de Sopros
A “Orquestra de Sopros do Projeto Ciranda” tem a direção do Maestro Murilo Alves e é formada por professores do projeto e alunos que se destacam no processo de aprendizado. A Orquestra funciona como um laboratório onde os jovens instrumentistas têm a oportunidade de trabalhar com músicos experientes. Nela, os bolsistas aprendem os segredos da ‘prática de conjunto’, da ‘música de câmara’, e de como o músico deve se comportar numa orquestra. É na Orquestra que os aspirantes a músicos profissionais podem desenvolver seus talentos com plenitude.
Além dos ‘ensaios de naipe’, que acontecem durante a semana (como parte das aulas de instrumento), a Orquestra ensaia ao longo de todo ano, todos os sábados, das 08h às 12.
Esta rotina de ensaios trouxe um ótimo nível musical para o grupo que em 2006 ganhou uma temporada de concertos com solistas convidados. A “Orquestra de Sopros do Projeto Ciranda” destaca-se hoje em Mato Grosso como um dos melhores conjuntos instrumentais do Estado. O grupo é o único do gênero com uma temporada pré-definida e o único a ter como solistas convidados os maiores nomes da música instrumental brasileira.
Ciranda Sax
O “Ciranda Sax” nasceu da iniciativa de seis dos saxofonistas bolsistas do Projeto Ciranda e através do apoio do professor Murilo Alves. O grupo vem buscando novas sonoridades e um repertório próprio, trabalhando sempre a intersecção entre a música erudita e a popular.

Além da prática instrumental, o grupo trabalha nos arranjos para esta formação, incentivando a escrita musical e a experimentação dos jovens músicos.


Coral Ciranda Mirim
O coral infantil é formado por 40 crianças da comunidade onde está localizada o Projeto Ciranda. O grupo foi instituído com o firme propósito de integrar a comunidade do entorno e musicalizar as crianças, apresentando e desenvolvendo nelas os fenômenos acústicos e vocais, pensando sempre na evolução da criança como cantora e como ser humano que interage com seu mundo.

Projeto Ciranda Musica e Cidadania Cuiaba-MT

Às vezes eu paro, olho à minha volta e não acredito. Lembro do ponto de partida do Projeto Ciranda: primeiro no papel e depois o primeiro espaço físico, com aquela mesinha emprestada, sozinha no canto da sala quente, em pleno calor de Cuiabá, apenas com um ventilador para aliviar as conseqüências do teto de zinco. Pouco tempo depois mudamos para um amplo terreno, com uma boa casa, construímos um estúdio de gravação de última geração, palco para apresentações artísticas e biblioteca para centenas de pessoas que freqüentam semanalmente o Projeto. Que salto! Lembro da nossa saudosa coordenadora Regiane com cara de indagação: “Será que isso vai dar certo”? E deu. Parece incrível diante de tantos descaminhos, mas o Brasil está cheio de gente séria, trabalhadora, dedicada, que levanta cedo e luta por um país melhor. Uma grande equipe que age para que as coisas dêem certo. É a tal ‘sociedade civil organizada’. Quando conseguimos organizar forças e focar num objetivo comum, temos uma ‘arma’ poderosa nas mãos. Uma arma do bem, capaz de modificar verdadeiramente centenas, ou mesmo milhares de vidas.
Lembro também das primeiras pessoas a acreditarem no Projeto Ciranda e torcerem por ele. Minha mulher Lúcia em primeiro lugar, que ‘pensou’ o Projeto comigo nas longas caminhadas pelo Parque Mãe Bonifácia. Acabávamos de chegar da Holanda, onde residimos por alguns anos, e tínhamos muito tempo livre (hoje ... nem pensar). Meu pai Joacir, mestre e exemplo maior de vida, e longas conversas que se estendiam noite adentro, pensando sobre o Brasil e indignando-se diante de tanta barbárie. Minha mãe, distante, mas forte como uma rocha, que vive com coerência e integridade inabaláveis. Impossível não se espelhar nela. Do mestre Turíbio Santos, professor, amigo e ‘guru’ (como meu pai carinhosamente se refere a ele), pioneiro em tudo o que fez, apaixonado pelo Brasil e sempre otimista. Deu-me tantas oportunidades ... e mostrou sempre o caminho. O “Projeto Villa-Lobinhos” no Rio de Janeiro, criado por ele, foi e continua sendo um forte exemplo. Do meu tio Mauro Carvalho, me levando pelas mãos ao gabinete da Dra. Neide Mendonça, Secretária Adjunta de Trabalho, Emprego, Cidadania e Promoção Social, que desde o primeiro momento acreditou na idéia e foi fundamental para erigir a instituição, e de sua equipe, liderada pelo amigo Carlos Caetano, profissional altamente competente, hoje na Superintendência do Pomeri. E, através de Neide, conheci nossa ‘madrinha’, pessoa especial de grande sensibilidade e inteligência, que apostou, confiou e investiu. Num gesto simples, mas de enorme alcance social, a Secretária de Estado de Trabalho, Emprego, Cidadania e Promoção Social Terezinha Maggi contribuiu para a melhoria efetiva na vida de centenas de pessoas. Muitas nem sabem disso. Mas não importa. Sua nobreza está justamente no fato de fazer o bem ‘pelo bem’. Parece clichê, mas até hoje, sinceramente, vi pouquíssimas pessoas agirem desta maneira.
Lembro também da oportunidade de conhecer empresários sérios, comprometidos com o desenvolvimento de Mato Grosso, que também apostaram na idéia enquanto ela estava ainda no papel. Lembro do amigo Frederico Ribeiro, Diretor da Mutum Agropecuária, jovem dinâmico, inteligente e tão visionário quanto seu avô, “Seu” Ribeiro, fundador da cidade de Nova Mutum, no norte de Mato Grosso. De Carlos e Paulo Bôscolo, Diretores da Tauro Motors, concessionária Mitsubishi, que apostaram firme desde o início. De Altevir Magalhães, Diretor dos supermercados Modelo IGA, amante e profundo conhecedor de música, simples e complexo ao mesmo tempo, conhecedor da alma humana e de suas potencialidades. Do amigo Attilio Rondinelli, também do Modelo, que peregrinou comigo em busca de parceiros, ‘assinando em baixo’ da proposta e apostando no seu sucesso. Do amigo Adão Gomes, de Furnas, homem generoso, sempre disposto a ajudar o próximo e viabilizar projetos. Da querida Marilene Pimentel, que fez a diferença no início da caminhada, com gestos simples e cheios de carinho. De Jane Monteiro, e uma das primeiras a apostar nesta idéia. Foi fundamental para que outras empresas sentissem segurança em nossa iniciativa. De Rodrigo Caselli, importante parceiro no primeiro ano de vida do Projeto. De Paulo Ruhling, que ajudou muito a pensar a base jurídica e contábil da instituição, vendo sempre com entusiasmo o processo de ‘encarnação’ do Projeto. Do amigo Álvaro de Carvalho, profissional inspirado, de cepa especial, criador da nossa ‘marca’. E tantas outras pessoas importantes que fizeram, e fazem, parte de nossa história.
Enfim, começamos. Em 2004, as atividades ganharam ritmo, apesar de tímidas diante dos nossos sonhos. Ainda estávamos na extinta Prosol, no fundo do restaurante ‘Prato Popular’, com espaço limitado e poucas chances de crescer. A equipe ia se estruturando com vigor e novos parceiros colocavam suas ‘fichas’ no Projeto. Lembro, com orgulho de fazer parte do seu grupo de trabalho, do Secretário de Estado de Cultura de Mato Grosso João Carlos Vicente Ferreira, homem sério que alia sensibilidade com inteligência aguçada. Um visionário que trabalha com firmeza pela cultura de Mato Grosso, dando uma contribuição de dimensões tão grandes e profundas que precisaremos de alguns anos para absorver o ‘impacto’. João Carlos também se tornou um entusiasta do Projeto Ciranda, confiando à instituição importantes tarefas do seu plano de políticas públicas para a Cultura. A equipe de trabalho do Projeto Ciranda ‘ganhou’ profissionais de grande capacidade de trabalho que ‘vestiram’ a camisa. Nossa querida Regiane continua firme, agora em companhia da nossa ‘Comandante’, Dra. Lúcia Carames Sartorelli. Dupla imbatível, competentíssima, capaz de vencer obstáculos intransponíveis, sem perder o bom humor e o entusiasmo. O maestro Murilo Alves também mergulhou de corpo e alma no Projeto: de professor de clarinete e saxofone, passou a coordenar a parte pedagógica do Projeto, a dirigir a Orquestra de Sopros e hoje é, sem dúvida, um dos pilares de sustentação da instituição. A equipe administrativa, Elisângela Passos, Fábio Fragoso e Osmar Alves, aguerrida e comprometida com os ideais do Projeto, dedicam suas horas produtivas de trabalho (e no final das contas, as improdutivas também) à realização de nossas metas. E os professores dos mais diversos instrumentos que estão na ponta da ação, lidando diariamente com os alunos. São eles os grandes responsáveis pela grande e ‘silenciosa’ transformação de cada indivíduo. Cabe a nós garantir aos bolsistas que eles sejam os melhores (e sem dúvida são), e que tenham todas as condições para trabalharem com dignidade. Buscamos sempre valorizá-los ao máximo, oferecendo boa remuneração e estímulo profissional.
O trabalho chamou a atenção e alguns reconhecimentos começaram a surgir: este ano o Projeto Ciranda foi escolhido pela Fundação Getúlio Vargas e pela Rede Globo de Televisão como ‘modelo de gestão’ na área do voluntariado, merecendo matéria jornalística especial levada ao ar em março de 2006 em rede nacional pela própria TV Globo no programa “Ação”, apresentado por Serginho Groissman. Também fomos destaque no mais importante guia de negócios da música clássica no Brasil, o Anuário Viva Música! 2006, no texto da brilhante jornalista Adriana Pavlova sobre projetos sociais que utilizam a música como ‘ferramenta de cidadania’. Estamos, pela primeira vez, em meio aos mais importantes projetos sociais do Brasil, que outrora nos serviram de modelo e inspiração. Por fim, o Projeto Ciranda foi escolhido na mais importante, e por que não dizer rigorosa, seleção pública de projetos culturais no Brasil: edital 2005/2006 da Petrobrás. Mais uma vez, o Projeto Ciranda conseguiu trazer recursos financeiros para Mato Grosso através de nossa maior empresa, sendo um dos 3 projetos escolhidos no Estado, dentre mais de 4.500 projetos de todo o Brasil. Este projeto prevê a aquisição de instrumentos musicais para a Orquestra de Sopros do Projeto Ciranda.
Um projeto como o Ciranda se faz com um grande esforço coletivo. Todos são responsáveis pelo sucesso da iniciativa. Aqueles que foram citados e tantos (tantos mesmo!) que não foram, mas que são igualmente especiais e merecedores de todos elogios. Sinto que finalmente nos consolidamos. A vontade agora é continuar trabalhando por nossa gente. Investindo seriamente em educação e cultura e continuar dando nossa contribuição para a construção de uma nação mais justa. O esforço foi grande, mas valeu a pena. E continua valendo. Enquanto empresários, líderes políticos nos poderes executivos, legislativo e judiciário, e pessoas de bem nos confiarem esta nobre missão, estaremos aqui para trabalhar. Estamos prestes a completar três anos de vida. Que sejam os primeiros de muitos e que possamos continuar a ver crianças andando pelas ruas de Cuiabá com a ‘arpa’ nas costas num gesto claro de ‘querer crescer’ e isso nada mais é do que um direito básico de todo cidadão.
Leandro Carvalho
Presidente

segunda-feira, 4 de abril de 2011

O Clarinete

O clarinete ou clarineta é um instrumento musical de sopro constituído por um tubo cilíndrico de madeira (já foram experimentados modelos de metal), com uma boquilha cônica de uma única palheta e chaves (hastes metálicas, ligadas a tampas para alcançar orifícios aos quais os dedos não chegam naturalmente). Possui quatro registros: grave, médio, agudo e superagudo. Quem toca o clarinete é chamado de clarinetista



HISTORIA O clarinete é um descendente do chalumeau, instrumento bastante popular na Europa pelo menos desde a Idade Média. Em 1690, Johann Christoph Denner, charamelista alemão, acrescentou à sua charamela uma chave para o polegar da mão esquerda, para que assim pudesse tocar numa abertura, o que lhe trouxe mais possibilidades sonoras. Surgiu, assim, o clarinete contemporâneo. Introduzido nas orquestras em 1750, foi um dos últimos instrumentos de sopro incorporados à formação orquestral moderna. E a clarineta é usada até hoje nas maiores orquestras do mundo.

Tipos de clarinete

A família do clarinete é composta por vários instrumentos:
  • Clarineta Sopranino . Em Láb - 1 oitava mais aguda que a requinta.
  • Clarineta Requinta - Em Eb (Mib) ou em D (Ré) - 1 quinta mais aguda que o soprano. A Requinta em Ré é antiga e incomum hoje em dia.
  • Clarineta Soprano (clarineta padrão) - o mais comum - geralmente afinado em C(Dó),Bb(Sib),A(Lá)
  • Clarineta Basset - Em A (lá) - muito usado em concertos para clarinete em lá, sobretudo no concerto de Mozart e quinteto de Mozart, este clarinete atinge notas de mais graves além do registro usual da clarineta padrão.
  • Cor de basset ou Corno Basseto - espécie de clarinete em Fá, tem o corpo ligeiramente diferente (curvo ou angular), muito usado por Mozart, mas caiu em desuso, apesar de ter sido usado por R. Strauss em Elektra, por exemplo.
  • Clarinete Alto - Em Eb (Mib) - 1 quinta mais grave que o soprano
  • Clarinete Baixo ou Clarone - Em Bb (Sib) - 1 oitava mais grave que o soprano
  • Clarinete Contra-Alto ou Clarone Contra-Alto - Em Eb (mib) - 1 quinta mais grave que o Clarone e 1 oitava mais grave que a clarinete-alto.
  • Clarinete Contra-Baixo ou Clarone Conra-Baixo - Em Bb (Sib) - 2 oitavas mais grave que o soprano.
  • Clarinete OctoContra-Alto - Em Eb (mib) - 1 quinta mais grave do que o Contra-Baixo, 2 oitavas mais grave do que o clarinete-alto.
  • Clarinete OctoContra-Baixo - Em Bb (Sib) - 3 oitavas mais grave que o soprano.

Sistemas de Chaves/Registros e Aneis

Existem vários sistemas de chaves para clarinetes. O chaveamento para clarinetes foi evoluindo com o tempo e se tornando mais ergonômico, facilitando vibratos e glissandos, e melhorando a afinação.[1]
No inicio do século 19 a clarineta tinha de 6 a 7 chaves mas nao existia um sistema padronizado. Por volta de 1811 Iwan Muller fez vários aprimoramentos a clarineta e por volta de 1815, o sistema Muller com 13 chaves se popularizou.
Hoje em dia o sistema de chaves mais usado é o Boehm. Ele recebeu este nome pois tem como base o sistema com o mesmo nome que se tornou padrão nas flautas transversais criado pelo inventor Theobald Boehm. Esse sistema foi adaptado para o clarinete por Hyacinthe Klosé e Auguste Buffet.[2]
O sistema Muller que foi usado extensivamente no século 19 deu origem a dois sistemas ainda usados hoje: O sistema Albert que é usado no leste europeu, em bandas de jazz (principalmente no sul dos Estados Unidos) e é o sistema preferido dos clarinetistas de Klezmer. E o sistema Oehler que é usado principalmente na Alemanha e Áustria[2]
O número de chaves/registos e de aneis pode variar bastante dependendo do sistema usado, tipo de clarinete, e do fabricante.
Para clarinetes soprano Sib essas são as configurações mais comuns:
  • Sistema Boehm com 16 ou 17 chaves e 6 aneis
  • Sistema Albert com 13 chaves e 2-4 aneis
  • Sistema Oehler com 22 chaves e 5 aneis
Devido ao numero reduzido de chaves e aneis, o sistema Albert tambem é conhecido como sistema simples.[2]
Uma variação ao Boehm bastante popular é o Boehm Completo, com 7 aneis, que adiciona algumas melhorias ao Boehm. Existiram vários sistemas experimentais e transitórios, dentre estes, alguns notaveis foram o Albert Aperfeiçoado e o Mazzeo, ambos produzidos pela Selmer, o Romero e o McIntyre.

Material de construção

Os clarinetes são tradicionalmente feitos de metal, ébano, granadilha, ebonite ou plástico.
No início do século 20 as frágeis boquilhas de madeira e de vidro foram substituídas por boquilhas de plástico ou ebonite, que fazem a maior parte das boquilhas fabricadas hoje em dia. Atualmente também são fabricados alguns modelos de boquilhas de cristal e de cerâmica, mas essas não são extensamente usadas devido ao alto custo e à fragilidade.
Barrilhetes e a campanas especializados podem ser feitos de vários tipos de madeira, de alumínio, cerâmica ou outros materiais. os clarinetes so tem uma palheta simples

Composição do Clarinete

O clarinete tem cinco partes, que são: a boquilha, o barrilhete, o corpo superior, o corpo inferior e a campana.
Boquilha: é a zona do clarinete onde se sopra. Usa-se uma palheta (feita de cana, que vibra com a passagem do ar), produzindo som.
Barrilhete: dá algum tamanho ao clarinete. É usado para a afinação. Quando o clarinete está “alto”, puxa-se o barrilhete para cima, mas caso contrário, põe-se o barrilhete para baixo. Barrilhetes de vários tamanhos, barrilhetes ajustáveis, e anéis de calço são vendidos para correção de afinação.
Corpos -superior e inferior- estes corpos são onde estão localizados os buracos e chaves onde se toca. O som fica diferente à medida que se mudam os dedos de posição, fazendo com que o ar saia por buracos diferentes.
Campana: A campana é o “amplificador” do clarinete.
O som é produzido devido à vibração da palhetas (uma lâmina feita de cana), provocada pelo sopro do clarinetista.

Particularidades

A clarineta possui semelhanças com o oboé, mas difere deste no que diz respeito à sua forma (o oboé é cônico, e a clarineta é cilíndrica); no timbre (o oboé é rascante, anasalado e penetrante, enquanto a clarineta é mais aveludada que penetrante, menos rascante e mais encorpada); e na extensão de notas (o oboé possui a menor extensão de notas dentre os sopros, enquanto a clarineta, a maior). Essas diferenças se dão principalmente pela forma cilíndrica da clarineta e do uso de apenas uma palheta, enquanto que no oboé, no fagote e no corne ingês (também membros das madeiras) se utiliza uma palheta dupla.
Os clarinetistas atualmente compram suas próprias palhetas e fazem os ajustes necessários artesanalmente a fim de corrigir as imperfeições destas, para adequá-las à sua própria anatomia e necessidade de som. A palheta é fixada na boquilha por meio da braçadeira, que funciona como um prendedor, onde o clarinetista manipula a força e intensidade com que a palheta está presa na boquilha. Via de regra, a palheta não pode estar demasiadamente frouxa e nem excessivamente apertada.
Embora o processo descrito acima, sobre o uso da palheta nas clarinetas, também seja usado no saxofone, não podemos confundi-lo. O saxofone nasceu da clarineta e, por isso, apresenta mecanismos semelhantes, mas a embocadura da clarineta é muito mais tensa e trabalhosa do que a embocadura exigida no saxofone. E isso é muito nítido ao comparar a execução de um saxofone e de uma clarineta. Inclusive, muitos músicos que querem aprender a tocar saxofone, também optam por aprender primeiramente, ou paralelamente, a clarineta.

Clarinete, um instrumento transpositor

O clarinete pertence a um grupo de instrumentos chamados transpositores, o que, em poucas palavras, pode ser resumido da seguinte forma: A nota escrita (na partitura) é diferente da nota verdadeira: isso por causa da afinação própria do instrumento. Sendo assim, é necessário que haja uma transposição de notas para que o clarinete toque no tom real da música. Isso trouxe facilidade aos músicos, pois, a clarineta possui uma extensão de notas muito grande. Os clarinetes mais comuns são os instrumentos em Si bemol e em Lá. O instrumento em Dó, raramente usado hoje, era muito utilizado na orquestra clássica e pré-romântica (Mozart e Beethoven) e nas sinfonias de Gustav Mahler. Há, também, os clarinetes mais agudos, também conhecidos como requinta em Mi bemol, raramente encontrados em Ré (Richard Strauss e Stravinsky), e as clarinetas mais graves, como as clarinetas alto em Mi bemol, a clarineta baixo em Si bemol e o clarinete contrabaixo em Si bemol. Aparentado com o clarinete, é o cor de basset, afinado em Fá. Enquanto as bandas militares dão preferência ao clarinete alto, as orquestras sinfónicas dão preferência ao cor de basset.

O prestígio do clarinete

As possibilidades harmônicas, o grande controle de dinâmicas que o instrumento permite, a grande agilidade, a grande extensão de notas, a sua natureza de timbres e o poder sonoro dão ao clarinete uma posição de destaque nas orquestras actuais. Alguns dizem que é o "violino das madeiras", em razão das virtudes mencionadas acima. No entanto, o clarinete ainda não é um instrumento perfeito e algumas notas ainda apresentam sérios problemas de afinação, mesmo com todo o trabalho iniciado pelo flautista Boehm, que foi adaptado posteriormente para os demais sopros. O sistema Oehler é, hoje, considerado o mais apropriado para o clarinete, já que resolveu a maior parte dos problemas deste instrumento, mas, ainda assim, não é perfeito, pois acarretou uma perda de brilho ao timbre natural do clarinete. Enquanto o sistema Boehm, apesar de manter alguns desses problemas, mantém o brilho particular deste instrumento.
O controle dessas imperfeições cabe ao músico, e isso ajuda a tornar o clarinete um instrumento desafiador. Quem se interessar em tocar clarinete, saiba que precisará de muito empenho e dedicação, mas saiba também que irá se encantar com a beleza desse instrumento.

A natureza do timbre e onde escutar o clarinete

O timbre da clarineta é muito diversificado. Na região grave, chamada de chalumeau o timbre é aveludado, cheio e obscuro; no registro médio, há uma mudança fantástica, pois o timbre se torna brilhante e expressivo. Conforme o registro vai-se tornando agudo, o timbre vai-se tornando cada vez mais brilhante, e ganhando uma natureza humorística, sarcástica.
A grande capacidade de expressão da clarineta tornou-a um instrumento de grande prestígio em diversos tipos de estilos. No Klezmer é que podemos ouvir os solos mais sarcásticos e "humorísticos" deste instrumento. No Brasil, este instrumento é bastante utilizado na execução de choros, e em grupos de samba, serestas e na própria MPB.


O Saxofone

Saxofone, também conhecido simplesmente como sax, é um instrumento de sopro inventado em 1840 e patenteado em 1846 pelo belga Adolphe Sax, um respeitado fabricante de instrumentos, que viveu na França no século XIX.
Saxofone tenor em exposição
Ao contrário da maioria dos instrumentos populares hoje em dia, que para chegar ao seus formatos atuais foram evoluídos de instrumentos mais antigos, o saxofone foi um instrumento inventado. O pai do saxofone foi o belga Antonie Joseph Sax, mais conhecido pela alcunha de Adolphe Sax. Filho de um fabricante de instrumentos musicais, Adolphe Sax aos 25 anos foi morar em Paris, e começou a trabalhar no projeto de novos instrumentos. Ao adaptar uma boquilha semelhante à do clarinete a um oficleide, Sax teve a ideia de criar o saxofone. A data exata da criação do instrumento foi em 28 de junho de 1840. Mesmo tendo sido lançado há muitos anos, os modelos e formatos continuam semelhantes aos criados por Adolphe Sax , sendo utilizado e admirado o formato original.
Embora seja feito de metal, o saxofone pertence à família das madeiras, pois seu som é emitido a partir da vibração de uma palheta de madeira que fica fixada à boquilha.
Por ter um som único, com propriedades tanto dos instrumentos de madeira, quanto dos de metal, o saxofone logo foi adotado por muitos músicos. O sax tem a capacidade de ter o poder de execução de instrumentos como os clarinetes, ao mesmo tempo que tem uma potência sonora quase tão grande quanto à das cornetas. Além disso seu timbre é um dos que mais se assemelham ao da voz humana.
Aqui estão as digitações dele:
Digitação básica: [1]
Digitação avançada: [2]
Essas digitações servem para qualquer tipo de Saxofone.A digitação avançada está escrito para Sax tenor e alto mas, serve para qualquer tipo.
Os bocais desse instrumento são de vários tipos, por exemplo: bocal de som mais brilhante; bocal de som mais suave e bocal de som mais áspero, do tom do próprio sax. Também existem vários tipos de palhetas.

O Trombone

O trombone é um aerofone da família dos metais. É mais grave que o trompete e mais agudo que a tuba.
Há duas variedades de trombone, quanto à forma:
  • Trombone de Vara: Possui uma válvula móvel (vara), que, ao ser deslizada, altera o tamanho do tubo, mudando a nota. São várias as particularidades da vara:
    • Faz com que o trombone apresente todas as notas dentro da sua extensão (é comum entre os instrumentos de pisto um "buraco", isto é, notas ausentes na região grave).
    • Deixa o timbre do instrumento mais homogéneo em todos os registros, já que o ar não muda de caminho, apenas aumenta ou diminui o percurso.
    • É mais adequada para realizar efeitos como o glissando.
    • Requer um maior cuidado com a afinação.
A família do trombone apresentava originalmente os instrumentos Soprano, Contralto, Tenor, Barítono e Baixo. Com a evolução da música, alguns tipos foram sendo abandonados. O Romantismo consagrou o trombone tenor como o mais nobre da família.
Na atualidade utilizam-se muito frequentemente o trombone Tenor-Baixo, em Si bemol - Fá, e modelos dotados de válvulas mecânicas acionadas com a mão esquerda.

O Trompete

O trompete ou trombeta é um instrumento musical de sopro, um aerofone da família dos metais, caracterizada por instrumentos de bocal, geralmente fabricados de metal. É também conhecido como pistão (por metonímia). Quem toca o trompete é chamado de trompetista.
O trompete é um tubo de metal, com um bocal no início e uma campana no fim. A distância percorrida pelo ar dentro do instrumento é controlada com o uso de pistos ou chaves, que controlam a distância a ser percorrida pelo ar no interior do instrumento. Além dos pistos, as notas são controladas pela pressão dos lábios do trompetista e pela velocidade com que o ar é soprado no instrumento.
O trompete é utilizado em diversos gêneros musicais, sendo muito comumente encontrado na música clássica e no jazz. Em estilos mais acelerados, como o frevo, o ska e latinos como o mambo e a salsa, bem como no maracatu rural, na zona da mata do norte de Pernambuco.